As ruas adormecem. O candeeiro
ilumina ténue e mal as memórias,
o cinzento-calçada sem histórias.
De pouco serve ter na mão o isqueiro.
É balda da insónia a varanda.
Não se avista onde o caminho conduz -
a esta hora o caminho está sem luz
e o pensamento só por si não anda.
No ar de um morcego a dança perene.
Resta fitar a ausência de passos
entre os prédios da rua e muros baços,
'sperar até que não esteja vazia
das pessoas que traz a luz do dia,
e que uma delas sorrie e me acene.